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 Esperança
Karine F. Albuquerque
Hoje sou folha sem passado sou palavras sem
lamentos esquecida por um tempo sou caneta, sem tinta para escrever.
Amanhã talvez quem sabe é mais um dia que vai surgir que
Deus me conceda para viver para novamente sorrir e renascer. 
A Rosa Misteriosa
Adilson Cordeiro
Misteriosa recostada à noite escura nas calçadas da
minha alma fria e rude no meu leito onde a solidão é meu
açoite cubro-me com tuas pétalas feitas de tons róseos
dos lençóis do tempo
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Milamarian
Na Palma De Tua Mão
Na palma de tua mão recolheste meus fragmentos pedaços de minha alma definhando em tormento acolhendo junto ao teu, meu despedaçado coração, que há muito padecia na mais triste solidão.
Despregando do negro lodo, tão inerte vida rastejante as entranhas em chuva de carinhos, foram lavadas tua ternura, em gotas, instilada no peito decadente à chama de teu amor, as mágoas de outrora, incendiadas.
À alma dilacerada pelas chagas de um insano amor escorreste em paixão, de teus lábios, o bálsamo quente nas feridas abertas pelos espinhos, semeaste tua flor.
Folhas secas e caídas, sem piedade foram varridas delindo junto à elas, toda a penúria do vazio plangente restando somente, desbastado ramo, entregue em tua vida.
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Nos bosques, perdido
Nos bosques, perdido, cortei um ramo escuro E aos lábios, sedento, levante seu sussurro: era talvez a voz da chuva chorando, um sino quebrado ou um coração partido. Algo que de tão longe me parecia oculto gravemente, coberto pela terra, um grito ensurdecido por imensos outonos, pela entreaberta e úmida treva das folhas.

Porem ali, despertando dos sonhos do bosque, o ramo de avelã cantou sob minha boca E seu odor errante subiu para o meu entendimento como se, repentinamente, estivessem me procurando as raízes que abandonei, a terra perdida com minha infância, e parei ferido pelo aroma errante.
Não o quero, amada. Para que nada nos prenda para que não nos una nada. Nem a palavra que perfumou tua boca nem o que não disseram as palavras. Nem a festa de amor que não tivemos nem teus soluços junto à janela...
(Pablo Neruda)
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"Os espelhos são usados para ver o rosto; a arte para ver a alma."
George Barnard Shaw
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